Glossário Técnico

Aqui está o significado de algumas palavras e expressões que ajudam a esclarecer dúvidas de quem usa ou precisa de poços artesianos e semi-artesianos.
 
a
Absorção
Processo físico caracterizado pela incorporação, assimilação ou retenção de partículas líquidas ou gasosas no interior de corpos mais densos. Pode ser acompanhada de uma reação química, resultando em compostos com características diferentes.
 
 
Absorção de água no solo
Processo físico caracterizado pela retenção de partículas de água no interior da camada subsuperficial do solo. Provocado pelo efeito da gravidade, tem a sua intensidade ligada diretamente à porosidade das camadas interiores do solo e do subsolo.
 
 
Adsorção
Processo pelo qual átomos, moléculas ou íons são retidos na superfície de sólidos através de interações de natureza química ou física, denominadas “adesões moleculares".
 
 
Aeração da água
Oxigenação da água mediante a injeção de ar. É utilizada para acelerar processos físicos de oxidação de elementos químicos dissolvidos na água e para alterar condições bacteriológicas indesejadas.
 
 
Afluente
Curso menor de água que deságua em rios de maior porte. Um afluente não flui diretamente para um oceano, mar ou lago.
 
 
Agência de Águas
Instância governamental que atua como secretaria executiva do respectivo Comitê de Bacia Hidrográfica. As suas principais competências, previstas na Lei das Águas, são:
 
manter atualizado o balanço hídrico da bacia;
manter o cadastro de usuários e efetuar, mediante delegação do outorgante, a cobrança pelo uso de recursos hídricos;
analisar e emitir pareceres sobre os projetos e as obras a serem financiados com recursos gerados pela cobrança pelo uso dos recursos hídricos e encaminhá-los à instituição financeira responsável pela administração desses recursos;
acompanhar a administração financeira dos recursos arrecadados com a cobrança pelo uso dos recursos hídricos em sua área de atuação;
gerir o Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos em sua área de atuação;
celebrar convênios e contratar financiamentos e serviços para a execução de suas competências; promover os estudos necessários para a gestão de recursos hídricos em sua área de atuação;
elaborar o Plano de Recursos Hídricos para apreciação do respectivo Comitê de Bacia Hidrográfica;
propor ao respectivo Comitê de Bacia Hidrográfica o enquadramento dos corpos de água nas classes de uso, os valores a serem cobrados pelo uso dos recursos hídricos, o plano de aplicação de recursos e o rateio de custos das obras de uso múltiplo.
 
 
 
Agenda 21
Plano de ação para ser adotado global, nacional e localmente, por organizações do sistema das Nações Unidas, governos e pela sociedade civil, em todas as áreas em que a ação humana impacta o meio ambiente. Tem por finalidade traduzir em ações o conceito de desenvolvimento sustentável. Dentre os vários objetivos, busca assegurar a oferta de água de boa qualidade para todos os habitantes, bem como manter as funções hidrológicas, biológicas e químicas dos ecossistemas, através da adaptação das atividades do homem aos limites da natureza.
 
 
Água
Composto químico, cuja molécula é formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio, representado pela fórmula H2O. Pode ser encontrada nos estados sólido (gelo, neve), líquido (nuvens, mares, lagos, rios) e gasoso (vapores). Cerca de 97,3% da água de nosso planeta está localizada em oceanos e mares e possui a característica salgada. Dos 2,7% restantes, que compõem a parcela de água doce, 22,4% estão nas reservas subterrâneas e apenas 0,01% se encontra nos rios e outros corpos de água superficiais.
 
 
Água artesiana
Água subterrânea confinada submetida a uma pressão suficiente para fazer com que se eleve acima da sua reserva e jorre espontaneamente na superfície.
 
 
Água bruta
Água captada diretamente de uma fonte de abastecimento, antes de receber qualquer tipo de tratamento.
 
 
Água capilar
Água localizada na zona de aeração, retida na superfície das partículas do solo por tensão superficial e que migra, a partir do lençol freático, para cima, pelo processo de capilaridade.
 
 
Água conata
Água armazenada nos interstícios de um sedimento inconsolidado ou de uma rocha sedimentar, incorporada durante o processo deposicional. Podem ser doces ou salgadas, conforme sua origem continental ou marinha.
 
 
Água de degelo
Porção de água produzida por derretimento do gelo e neve de geleira por radiação solar, calor por fricção basal ou grau geotérmico.
 
 
Água de reuso
Porção de água servida que tem o seu perfil qualitativo parcialmente recuperado e adequado a determinados usos, através de processos de tratamento físicos e/ou químicos.
 
 
Água de superfície
 
Que se apresenta na superfície da Terra. Pode ser doce ou salgada.
 
 
Água de superfície
 
Porção de água doce ou salgada que não se infiltra no solo e que flui pela superfície em rios e córregos ou se acumula em lagos, mares e oceanos.
 
 
Água doce
 
Água que possui baixas concentrações de matéria dissolvida (salinidade inferior a 2 000 ppm) principalmente cloreto de sódio (NaCl).
 
 
Água dura
 
Água que apresenta concentrações de cálcio e magnésio (poucas centenas de miligramas por litro - mg/l) capazes de provocar o aparecimento de um resíduo insolúvel ao contato com sabão ou ao ser fervida.
 
 
Água esterilizada
 
Água isenta de microorganismos vivos.
 
 
Água fluvial
 
Volume de água doce que flui superficialmente nos rios.
 
 
Água freática
 
Água da reserva subterrânea mais próxima da superfície. É também conhecida como lençol freático, e está submetida à pressão atmosférica normal.
 
 
Água intersticial
 
Volume de água que ocupa os espaços porosos, localizados entre as partículas de solos, sedimentos e rochas. Pode ser retirada das rochas por aquecimento, sub-pressão ou outros métodos.
 
 
Água meteórica
 
Água da chuva que, em seu ciclo, evapora em parte, é absorvida pelas plantas, escoa como água superficial em riachos e rios e se infiltra na terra abastecendo o lençol freático.
 
 
Água mineral
 
Água que é proveniente de fontes naturais ou artificiais e que possui características químicas, físicas ou físico-químicas que lhes conferem propriedades terapêuticas. Para receber esta classificação, a água não pode passar por nenhum tipo de tratamento.
 
 
Água mineralizada
 
Água potável acrescida artificialmente de sais minerais, que lhe confere as propriedades terapêuticas desejadas.
 
 
Água pesada
 
Também chamada de óxido de deutério, possui o dobro da massa da água comum. É um líquido incolor, que forma cristais hexagonais quando solidificado.
 
 
Água pluvial
 
Água proveniente das chuvas.
 
 
Água potável
 
É aquela cujo perfil qualitativo torna-a apta ao consumo humano, mantendo seus parâmetros físico-químicos e bacteriológicos abaixo dos limites estabelecidos na legislação pertinente. Esta condição pode ser natural ou obtida através de sistemas de tratamento.
 
 
Água potável de mesa
 
Água proveniente de fontes ou de poços tubulares profundos, que apresenta condição natural de potabilidade.
 
 
Água residual
 
Águas ou resíduos dissolvidos resultantes do uso doméstico, comercial ou industrial. As quatro fontes de água residual são: águas domésticas ou urbanas; águas residuais industriais: águas de uso agrícola e águas pluviais.
 
 
Água residuária
 
Despejo ou resíduo líquido, de origem doméstica ou industrial, com potencialidade de causar poluição.
 
 
Água salobra
 
Água contendo minerais dissolvidos em quantidades que excedem os padrões normalmente aceitos para usos municipal, doméstico e de irrigação. Água contendo de 1000 a 4000ppm de Sólidos Dissolvidos Totais (SDT).
 
 
Água subterrânea
 
Suprimento de água armazenada sob a superfície da terra, em um aqüífero ou no solo, que forma um reservatório natural passível de exploração. Este tipo de água pode apresentar perfil qualitativo variado, de acordo com as suas origens ou com as características das rochas que elas atravessam.
 
 
Água tratada
 
Água submetida a tratamento capaz de adequar o seu perfil qualitativo aos fins a que se destina.
 
 
Água vadosa
 
Água subterrânea que ocupa a zona de aeração, isto é, acima do nível freático, que constitui o limite superior da zona de saturação. Sinônimo: água suspensa.
 
 
Altura manométrica
 
Soma das alturas que uma bomba deve recalcar a água do poço ao reservatório. Esta soma é constituída das partes: geométrica, piezométrica e das perdas de carga localizadas e distribuídas.
 
 
Aluvião
 
Detritos ou sedimentos de qualquer natureza, carregados e depositados pelos rios.
 
 
ANA
 
Agência Nacional de Águas. Entidade Federal de Implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e de Coordenação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamentada pela Lei 9.984/00. Tem por função disciplinar o uso de recursos hídricos mediante a Política Nacional dos Recursos Hídricos e promover a articulação do planejamento nacional, regional, estadual e dos setores usuários referentes aos recursos hídricos.
 
 
Aquífero
 
Formação porosa (camada ou estrato) de rocha permeável, areia ou cascalho, capaz de armazenar e fornecer quantidades significativas de água.
 
 
Aquífero artesiano
 
Aqüífero que contém água com suficiente pressão para elevá-la acima da superfície do solo.
 
 
Aquífero confinado
 
Reserva de água subterrânea situada entre duas camadas impermeáveis, e que apresenta a água contida, sob uma pressão maior do que a atmosférica.
 
 
Aquífero livre
 
Aqüífero no qual a superfície da água se encontra submetida à pressão atmosférica.
 
 
Aquífero sem-confinado
 
Aqüífero que apresenta partes de sua camada sobreposta por outra camada, de permeabilidade muito baixa ou até mesmo impermeável.
 
 
Aquífero suspenso
 
Aqüífero que resulta do aprisionamento da água da zona de aeração por camadas periféricas que são impermeáveis.
 
 
Área de preservação permanente – APP
 
Segundo o Código Florestal - lei no. 4.771/65, a área de preservação permanente, APP - é uma área de grande importância ecológica, coberta ou não por vegetação nativa, que tem como função ambiental preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem estar das populações humanas. Como exemplos de APP estão as áreas de mananciais, as encostas com mais de 45 graus de declividade, os manguezais e as matas ciliares. São áreas que precisam de autorizações especiais para perfuração de poços.
 
 
Área de proteção ambiental – APA
 
Regulamentada como unidade de conservação, pela lei 9985 de 18/07/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza - SNUC, a área de proteção ambiental - APA- é uma área em geral extensa, com certo grau de ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas. Tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais. São áreas que precisam de autorizações especiais para perfuração de poços.
 
 
Área de Recarga
 
Parte de uma bacia hidrográfica que contribui para recarga da água subterrânea.
 
 
Arenito
 
Rocha sedimentar resultante da consolidação de areia, que apresenta boa permeabilidade e apresenta boa condição de armazenamento e fluxo de água.
 
 
Artesiano
 
Refere-se à água que emerge, sob pressão natural, acima do aqüífero que a contém. É uma característica dos poços que jorram água espontaneamente, também chamados de jorrantes ou surgentes.
 
 
Assoreamento
 
Processo de elevação de uma superfície, por deposição de sedimentos.
 
 
b
Bacia hidrográfica
 
Área circundada por divisores de água que são drenados por um curso d’água, como um rio e seus tributários, às vezes formando um lago.
 
 
Basalto
 
Rocha vulcânica, básica, de massa fundamental vítrea ou finamente granulada.
 
 
Bomba de água
 
Dispositivo mecânico utilizado para deslocar, elevar ou recalcar água ou outros fluídos.
 
 
Bombas submersas
 
Conjunto mecânico composto de motor selado e bombeador vertical, cujo crivo deve ser posicionado abaixo do nível dinâmico de um poço. Por apresentar bom rendimento é o equipamento mais utilizado para bombeamento de poços semi- artesianos.
 
 
c
Capilaridade
 
É a propriedade física que os fluidos têm de subirem ou descerem em tubos extremamente finos. Essa ação pode fazer com que líquidos fluam mesmo contra a força da gravidade ou à indução de um campo magnético.
 
 
Cárstico
 
Tipo de relevo caracterizado pela ocorrência de dolinas, cavernas e drenagens subterrâneas. É comum em regiões calcárias, devido ao trabalho de dissolução da formação geológica pelas águas subterrâneas
 
 
Ciclo hidrológico
 
Mecanismo de transferência contínua da água existente na Terra, dos oceanos e dos próprios continentes para a atmosfera em forma de vapor e, em seguida, precipitando sobre os continentes como chuva ou neve e finalmente retornando aos oceanos através dos rios. Este ciclo envolve vários reservatórios naturais, entre os quais as partículas aquosas se movem com o passar do tempo. Destes, o maior reservatório são os oceanos que contém 97% de todas as águas meteóricas, sendo seguidas pelas geleiras com 2,25%. As águas subterrâneas representam uma parcela relativamente pequena (0,75%), porém ainda bem maiores do que os rios e lagos, que representam apenas 0,01%.
 
 
Clarificação
 
Processo ou combinação de processos que reduz a concentração de materiais suspensos na água, diminuindo a sua turbidez.
 
 
Classe da água
 
Toda água pertence a uma classe ou categoria, que especifica o seu uso preponderante, de acordo com suas características físico-químicas e os padrões de qualidade determinados para tal uso. No Brasil esta classificação é feita de acordo com a Resolução 357/2005 do CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente.
 
 
Classificação das águas
 
Separação das águas doces, salinas e salobras em 13 classes, segundo a Resolução nº 357, de 17/03/2005, do CONAMA, de acordo com os seus usos preponderantes.
 
 
Cloração
 
Técnica que consiste na aplicação de cloro ou compostos clorados em água potável, esgotos ou despejos industriais, para desinfecção e oxidação de compostos indesejáveis. Processo químico utilizado para estabelecimento do controle bacteriológico das águas.
 
 
Cone de depressão
 
É a área localizada ao redor de um poço em funcionamento, sujeita ao rebaixamento de sua linha piezométrica. Possui o formato de um cone invertido nos poços localizados em formações homogêneas (isotrópicas).
 
 
Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH
 
Órgão máximo da política nacional de recursos hídricos. É um colegiado que desenvolve regras de mediação entre os diversos usuários da água sendo, assim, um dos grandes responsáveis pela implementação da gestão dos recursos hídricos no País. Por articular a integração das políticas públicas no Brasil é reconhecido pela sociedade como orientador para um diálogo transparente no processo de decisões no campo da legislação de recursos hídricos. O Conselho Nacional de Recursos Hídricos desenvolve atividades desde junho de 1998, ocupando a instância mais alta na hierarquia do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Foi instituído pela Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997 e regulamentado pelo Decreto no. 4.613, de 11/03/2003.
 
 
Contaminação das águas
 
É a alteração das características físico-químicas e/ou bacteriológicas da água, capaz de inviabilizá-la para um determinado uso. Pode ser provocada pela introdução de matéria inadequada ou por indução de condições físicas impróprias.
 
 
Crenoterapia
 
Utilização medicinal de águas minerais como terapia. Qualquer tipo de tratamento feito com base no uso de águas minerais.
 
 
d
Decantação
 
Separação, pela ação da gravidade, das matérias em suspensão em um líquido de menor densidade. A velocidade de decantação depende da concentração e da dimensão das partículas ou dos aglomerados obtidos por coagulação ou floculação.
 
 
Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO
 
Medida da capacidade de consumo de oxigênio pela matéria orgânica presente na água ou na água residuária. É expressa pela quantidade de oxigênio consumido pela oxidação química da matéria orgânica. Não diferencia a matéria orgânica estável e assim não pode ser necessariamente correlacionada com a demanda bioquímica de oxigênio.
 
 
Demanda Química de Oxigênio – DQO
 
Medida da capacidade de consumo de oxigênio pela matéria orgânica presente na água ou água residuária. É expressa pela quantidade de oxigênio consumido pela oxidação química, no teste específico. Não diferencia a matéria orgânica estável e assim não pode ser necessariamente correlacionada com a demanda bioquímica de oxigênio.
 
 
Dessanilização
 
Processo de tratamento que objetiva a remoção dos sais dissolvidos na água salgada ou salobra para posterior emprego no fim desejado (doméstico sanitário ou industrial).
 
 
e
Efeito estufa
 
O efeito estufa é um componente natural do clima da terra, em que certos gases atmosféricos absorvem algumas das radiações de calor que a terra emite depois de receber energia solar. Este fenômeno é essencial à vida em nosso planeta, já que sem ele a Terra seria cerca de 30º C mais fria. O incremento de atividades humanas que geram gases estufa (dióxidos de carbono primários, metano, óxido de enxofre, clorofluorcarbonetos, halogenados e ozônio troposférico) tem como resultado o aumento nas temperaturas médias globais e alterações climáticas variadas.
 
 
Efluente
 
Qualquer tipo de água, ou líquido, que flui de um sistema de coleta ou transporte, como tubulações, canais, reservatórios, sistemas de tratamento ou disposição final.
 
 
Escoamento superficial
 
Porção de água precipitada sobre o solo que não se infiltra e que escoa até alcançar os cursos d'água.
 
 
Esgoto
 
Líquido resultante da utilização da água em processos domésticos e industriais e que deve ser conduzido a um destino final ou a uma Estação de Tratamento.
 
 
Esgoto doméstico
 
Efluentes líquidos resultantes dos usos domésticos da água.
 
 
Esgoto sanitário
 
Esgoto gerado nas instalações hidráulico-sanitárias residenciais.
 
 
Esgoto séptico
 
Esgoto sanitário em plena fase de putrefação com ausência completa de oxigênio livre.
 
 
Estação de Tratamento de Água – ETA
 
Instalação onde se procede à adequação qualitativa da água captada de qualquer tipo de fonte, através de processos físicos, químicos e bioquímicos, visando torná-la adequada aos fins a que se destina. Os processos empregados variam de acordo com as características da água bruta e da qualidade da água exigida no uso final.
 
 
Estação de Tratamento de Esgotos – ETE
 
Instalação onde os esgotos domésticos são tratados para remoção de compostos que possam prejudicar a qualidade da água dos corpos receptores, inviabilizar o seu uso ou ameaçar a saúde pública.
 
 
f
Filtração
 
Processo físico que objetiva a separação de sólidos de um meio líquido. Consiste na passagem de um líquido através de um meio poroso e permeável, capaz de reter as partículas sólidas.
 
 
Filtro
 
Dispositivo mecânico ou meio poroso que permite a separação e a retenção de partículas sólidas ou líqüidas de um fluido.
 
 
Filtro biológico
 
Leito de areia, cascalho, pedra britada, ou outro agente granulométrico, pelo qual a água residuária sofre infiltração biológica.
 
 
Fissura / fratura
 
Fenda numa rocha, em que as paredes se mostram distintamente separadas. A fratura mais ou menos plana, extensa e sem deslocamento é designada diáclase ou "junt". Quando uma das paredes está deslocada em relação à outra, tem-se uma falha. O espaço entre as paredes de uma fissura, preenchido com matéria mineral constitui um veio. Nas rochas consolidadas, a fratura é o meio de armazenagem e deslocamento da água subterrânea.
 
 
Floculação
 
Processo para tratamento de água, que consiste na aglutinação, em flocos, das partículas de um precipitado ou de um sistema coloidal; freqüentemente ocasionada pela alteração do pH do sistema.
 
 
Flotação
 
É o processo inverso ao da sedimentação, com o mesmo objetivo de separação das partículas floculadas da água em tratamento. Para melhorar o rendimento do processo de flotação, agregam-se micro bolhas de ar aos flocos, aumentando a força de empuxo sobre os mesmos, de forma a facilitar sua elevação e posterior remoção por dispositivos raspadores de superfície.
 
 
Flúor
 
É um elemento químico, de símbolo F, pertencente ao grupo dos halogênios, juntamente com o cloro, bromo e o iodo. Encontrado em pequenas quantidades na água do mar, nos ossos, nas unhas e dentes de animais, o flúor ocorre na natureza como fluoreto de cálcio (CaF2) na fluorita e, como fluoreto de sódio e alumínio (Na3AlF6) na criolita.
 
 
Fluoretação
 
Ato de adicionar flúor à água tratada, sob a forma de fluoretos, para prevenir a cárie dentária, normalmente numa concentração de 0,5 a 1,0 mg de flúor por litro de água.
 
 
Folhelho
 
Rocha sedimentar de granulação fina, apresentando tendência a dividir-se em folhas, segundo a sua estratificação.
 
 
Franja capilar
 
Zona acima do nível freático, também chamada de Zona Capilar, onde a água sobe sob efeito da capilaridade da água nos interstícios dos grãos do solo. É a zona onde ocorre a água capilar. O tamanho desta franja é inversamente proporcional à granulometria do solo: menor em solos com granulometria grande e maior nos de granulometria mais fina.
 
 
g
Geofísica
 
Ciência que estuda a Terra por meio de métodos físicos quantitativos. Estuda os fenômenos físicos que afetam a Terra, tais como: os efeitos da gravidade, do magnetismo, da sismicidade e do estado elétrico do planeta. Determina ainda as propriedades físicas da crosta que condicionam tais fenômenos, a partir de estudos de superfície. É utilizada para determinação dos pontos mais favoráveis a perfuração de um poço em zonas de formação rochosa. Por se basear em princípios eletro-magnéticos possui restrições quando se trata de áreas construídas, já que sofre influência de redes elétricas e hidráulicas.
 
 
Geologia
 
Ciência que estuda a história da Terra e da sua vida pretérita. Do ponto de vista prático a geologia está voltada tanto a indicar os locais favoráveis a encerrarem depósitos minerais úteis ao homem, como também do ponto de vista social, a fornecer informações que permitam prevenir catástrofes, sejam aquelas inerentes às causas naturais, sejam aquelas atribuídas à ação do homem sobre o meio ambiente. É também empregada direta ou indiretamente nas obras de engenharia, na construção de túneis, barragens, estabilização de encostas e, sobretudo na perfuração de poços profundos.
 
 
Geologia ambiental
 
Aplicação dos conhecimentos e princípios geológicos para avaliar os problemas causados pela exploração e ocupação humana do meio ambiente. Os estudos utilizados são de: topografia, geologia de engenharia e econômica, hidrogeologia, assim como os processos, recursos da terra e propriedades físicas, químicas e mecânicas dos materiais que constituem a Terra.
 
 
Gerenciamento de Recursos Hídricos
 
Conjunto de técnicas, normas operacionais, administrativas e legais utilizadas no uso dos recursos hídricos de uma região. Do ponto de vista da auto-sustentabilidade, o melhor gerenciamento é obtido a partir de uma visão integrada e complementar de todos os recursos hídricos disponíveis na área em estudo: chuvas, águas superficiais e águas subterrâneas.
 
 
Gnaisse
 
Grupo de rochas metamórficas originadas por metamorfismo regional, especialmente de alto grau, de textura orientada, granular, caracterizada pela presença de feldspato, além de outros minerais como quartzo, mica, anfibólio. Rocha muito comum no embasamento cristalino brasileiro, apresentando boa capacidade de reservação de água subterrânea nos trechos fraturados..
 
 
Gradiente geotérmico
 
Fenômeno térmico em que a temperatura apresenta o aumento de 1ºC (um grau Celsius) para cada trecho de 30 metros de profundidade. Fator muito importante no cálculo da temperatura da água obtida em poços muito profundos.
 
 
Granito
 
Rocha ígnea composta de feldspato, quartzo e mica biotita. Por ser uma rocha formada a partir da consolidação de um magma, seus minerais não apresentam orientações preferenciais, nem se agrupam, o que os diferencia dos gnaisses, de mesma composição mineralógica. Quando multifraturado apresenta boa condição de fluxo e armazenamento de água subterrânea.
 
 
h
Hidráulica
 
Ramo da mecânica dos fluídos que trata do fluxo da água e de outros fluídos em canais ou condutos.
 
 
Hidrogênio
 
É um gás incolor, inodoro, insípido e altamente inflamável (símbolo H). É o mais leve e mais abundante de todos os elementos, encontrado na água e em muitos compostos orgânicos.
 
 
Hidrogeologia
 
Ramo da geologia que estuda o armazenamento e circulação das águas subterrâneas na zona saturada das formações geológicas, considerando suas propriedades físico-químicas, suas interações com o meio físico e biológico e suas reações à ação do homem.
 
 
Hidrogeoquímica
 
Ramo da hidrogeologia que estuda a composição química das águas naturais, principalmente no que diz respeito a substâncias orgânicas e inorgânicas dissolvidas. Relaciona os teores destas substâncias a possíveis danos ou benefícios à saúde de animais e vegetais, assim como suas interações com o meio físico.
 
 
i
Incrustação
 
Deposição de materiais sólidos em variadas partes dos sistemas de captação de água. As incrustações podem ser duras, atuando na forma de um cimento (p.ex. formação de carbonatos) ou frágeis, na forma de lodos e materiais pastosos ou gelatinosos (p.ex. óxidos de ferro ou colônias de bactérias). No caso dos poços tubulares, as incrustações podem afetar as zonas produtoras, as camadas envoltórias e os aqüíferos, resultando em acentuada queda de produção.
 
 
Índice de qualidade de águas – IQA
 
Indicador para avaliar a condição das águas, ou seja, produto ponderado da qualidade de cada parâmetro com valores variando entre 0 e 100.
 
 
Intemperismo
 
Conjunto de processos mecânicos, químicos e biológicos que ocasionam a desintegração e a decomposição das rochas.
 
 
Interstícios
 
Espaços existentes entre as partículas das rochas sedimentares ou dos sedimentos capazes de armazenar e permitir o fluxo de água.
 
 
Intrusão salina
 
Fenômeno pelo qual uma massa de água salgada penetra em uma massa de água doce. Pode ocorrer tanto em águas superficiais como subterrâneas. Constitui fator de risco aos poços costeiros, motivo pelo qual deve ser mapeada antes de sua perfuração.
 
 
Isotropia
 
Característica de um meio sólido em que suas propriedades hidráulicas, principalmente a permeabilidade, não variam segundo qualquer direção no espaço. Meio homogêneo.
 
 
j
Jateamento
 
Técnica de limpeza de poços que consiste na aplicação de jatos líquidos ou de ar comprimido nas seções filtrantes com a finalidade de desobstruí-los e atingir sua camada envoltória (pré-filtro).
 
 
l
Lençol freático
 
Superfície que delimita a zona do subsolo onde os poros estão totalmente preenchidos por água. A pressão da água nesta superfície está em equilíbrio com a pressão atmosférica. Os lençóis freáticos abastecem os mananciais e são importantes como fonte de água para a população não atendida por rede pública. Os poços que exploram esta reserva são muito vulneráveis à poluição.
 
 
Licença ambiental
 
Certificado expedido por órgão estadual competente, a requerimento do interessado, atestando que, do ponto de vista ambiental, o empreendimento ou atividade está em condições de ter prosseguimento. Tem sua vigência subordinada ao estrito cumprimento das condições de sua expedição. São tipos de licença: Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO).
 
 
Limpeza de poço
 
Intervenção mecânica e química capaz de remover os acúmulos de materiais sólidos do interior dos poços e restituir a sua capacidade produtiva.
 
 
Locação de poço
 
Procedimento técnico ou sensitivo realizado para determinação dos locais adequados à perfuração de poços. (vide radiestesia e sondagem geofísica).
 
 
m
Manancial
 
Reserva de água superficial ou subterrânea disponível para captação e utilização para consumo humano, uso industrial, sanitário, doméstico, irrigação ou dessedentação de animais.
 
 
Manancial subterrâneo
 
Reserva de água que se encontra abaixo da superfície, podendo compreender lençóis freáticos e confinados, sendo sua captação feita através de poços e galerias de infiltração ou pelo aproveitamento de nascentes.
 
 
Manancial superficial
 
Corpo de água que se encontra totalmente sobre a superfície terrestre, compreendendo cursos de água, lagos e reservatórios artificiais.
 
 
Monitoramento de poço
 
Conjunto de procedimentos que visa a observação e a avaliação sistemática de parâmetros indicadores do funcionamento e da dinâmica de um sistema de poços.
 
 
n
Nascente
 
Local onde o fluxo de água subterrânea aflora na superfície do terreno. Há muitos tipos de nascentes, mas em geral a sua formação é condicionada pela existência de uma interface entre o nível freático ou piezométrico de um aqüífero e a superfície topográfica.
 
 
Nível dinâmico
 
Nível em que a água se estabiliza em um poço que está sendo bombeado.
 
 
Nível estático
 
Nível em que a água se estabiliza em um poço em repouso.
 
 
o
Osmose
 
Fenômeno da passagem de um solvente através de uma membrana colocada entre duas soluções, no sentido da solução mais densa para a menos concentrada.
 
 
Osmose reversa
 
Processo em que se utiliza a pressão osmótica em sentido inverso. É empregada em dessalinização de águas.
 
 
Outorga
 
Ato administrativo pelo qual o poder público, através de seu órgão gestor, faz uma concessão.
 
 
p
Padrões de potabilidade
 
Conjunto de parâmetros fixados por lei ou norma técnica com a finalidade de adequar a água às condições sanitárias para consumo humano. Os padrões de potabilidade foram estabelecidos pela Portaria MS nº 2914, de 12/12/2011, baixada pelo Ministério da Saúde.
 
 
Padrões de qualidade de água
 
Conjunto de parâmetros e respectivos limites, fixados por lei ou norma técnica com a finalidade de adequar a água às condições sanitárias para os mais variados usos.
 
 
Percolação
 
Movimento da água através de interstícios de uma substância, poros ou fissuras de um solo ou rocha, sob pressão hidrodinâmica, exceto quando o movimento ocorre através de aberturas amplas, tais como covas. A percolação é responsável pela recarga das reservas subterrâneas, mas também transporta elementos nocivos, como os poluentes das águas e dos solos.
 
 
Perfil do poço
 
Memorial técnico onde são descritas as formações geológicas atravessadas, sua litologia e as características técnicas da perfuração e da coluna de revestimento do poço.
 
 
Permeabilidade
 
Capacidade que possuem os solos e as rochas de permitir o fluxo da água pelos poros ou interstícios - permeabilidade primária, e pelos sistemas de fraturas e planos de estratificação - permeabilidade secundária.
 
 
PH (potencial hidrogeniônico)
 
É o símbolo que representa a grandeza físico-química que indica a concentração de íons de hidrogênio em uma solução aquosa. Representado em uma escala logarítmica o pH varia de 0 a 14, sendo 7 o neutro. Valores abaixo de 7 indicam uma solução ácida e acima de 7 uma solução básica.
 
 
Piezômetro
 
Poço de observação utilizado para monitoramento qualitativa do lençol freático e investigação sobre eventuais contaminantes.
 
 
Pistoneamento
 
Técnica de limpeza que consiste na passagem de um êmbolo para provocar pressão negativa no interior do poço. Serve para desobstruir filtros e zonas de produção de água.
 
 
Pluma de contaminação
 
Caminhamento da mancha de contaminação provocada pela emissão de poluentes no subsolo a partir de uma fonte pontual e que tem uma expansão previsível. Esta expansão é influenciada pelo fluxo da água subterrânea (gradiente hidráulico, velocidade, tipo de recarga), pela permeabilidade do solo e pela natureza e volume dos contaminantes despejados.
 
 
Poço
 
Perfuração através da qual obtemos água de um aqüífero.
 
 
Poço artesiano
 
É aquele perfurado em aqüíferos artesianos, cuja pressão interna é suficiente para que a água jorre espontaneamente acima da superfície do terreno. Também são chamados de jorrantes ou surgentes. O artesianismo é uma característica do aqüífero e não do poço, de forma que o fato dele ser jorrante depende exclusivamente das características hidrogeológicas da área e não do projeto do poço.
 
 
Poço escavado
 
Poço raso escavado manualmente, de diâmetro grande, usado para retirar água do lençol freático. São muito utilizados pelo baixo custo, mas são suscetíveis à contaminação, por captarem água da parte superficial do aqüífero. Recebem denominações diversas dependendo da região: cisterna, cacimba, cacimbão, poço amazonas, poço caipira e outros.
 
 
Poço radial
 
Poço escavado com diâmetro de grandes dimensões e que possui em sua parte inferior um conjunto de drenos horizontais cravados nas paredes. Estes drenos penetram radialmente a reserva subterrânea, aumentando a área de captação de água e, portanto, o potencial de produção do poço. Em geral são rasos e cavados em aqüíferos freáticos.
 
 
Poço tubular profundo
 
Obra de geologia e engenharia voltada para captação de água ou qualquer recurso subterrâneo alojado em reservas profundas, como petróleo, gás, salmoura, vapor de água, enxofre.
 
 
Poluente
 
Substância, meio ou agente que provoque, direita ou indiretamente, qualquer forma de poluição.
 
 
Poluição
 
Alteração das características ou qualidades do meio ambiente, ou de qualquer de seus componentes, prejudicando seu uso para certos fins. No caso da água a poluição é a alteração de suas características naturais físicas, químicas e biológicas, tornando-a imprópria para os fins desejados.
 
 
Ponteira
 
Haste perfurada, com terminação cônica, que é cravada no terreno, através da qual se pode retirar água com bomba de sucção. É muito usada em regiões litorâneas, Muito popular, só funciona em aqüíferos muito rasos e só permite a captação de baixas vazões.
 
 
Porosidade
 
Relação entre o volume de vazios e o volume total de um solo ou rocha, expressa em porcentagem do volume total. Constitui fator determinante na produção de água dos poços perfurados em formações sedimentares.
 
 
Pré-filtro
 
Pedregulho de granulometria selecionada utilizado como envoltório de poços perfurados em formações sedimentares. Injetado no espaço anular compreendido entre o furo no terreno e a coluna de revestimento, tem a finalidade de impedir que os grãos da formação geológica adentrem o poço através dos filtros e danifiquem o equipamento de bombeamento.
 
 
q
Quadro de comando
 
Conjunto de componentes eletrônicos utilizados para controlar o funcionamento de um equipamento elétrico. No caso de poços, o quadro é utilizado para controlar a bomba submersa.
 
 
Qualidade da água
 
Características químicas, físicas e biológicas, relacionadas com o seu uso para um determinado fim. A mesma água pode ser de boa qualidade para um determinado fim e de má qualidade para outro, dependendo de suas características e das exigências requeridas pelo uso específico. A qualidade da água está em relação com os usos múltiplos dos recursos hídricos.
 
 
r
Radiestesia
 
É uma técnica intuitiva, muito antiga, que se resume na capacidade que algumas pessoas possuem de perceber e sentir, de detectar e qualificar com instrumentos, ou sem eles, as energias geradas e irradiadas pelos seres, pelas coisas e pela Terra. É utilizada para identificar pontos favoráveis para perfuração de poços.
 
 
Rebaixamento de Nível
 
É a alteração dos níveis internos de água de um poço que ocorre durante o seu bombeamento ou devido a um período seco, em que se reduz a recarga do aqüífero.
 
 
Rebaixamento do lençol freático
 
Técnica que consiste em rebaixar artificialmente, com o uso de bombas, o nível de água em aqüíferos freáticos de forma a se criar uma área seca. É usada principalmente na perfuração de túneis, construção de alicerces de casas e edifícios e outras obras subterrâneas. Após o término da obra as bombas são desligadas e o nível de água volta ao seu valor normal.
 
 
Recarga artificial
 
Injeção artificial de água para recarregar um aqüífero, através de poços tubulares. A recarga artificial é muito importante no gerenciamento dos recursos hídricos subterrâneos, sobretudo em regiões com reservas subterrâneas super-exploradas ou em fase de esgotamento.
 
 
Recarga de aquífero
 
Volume de água que efetivamente penetra no aqüífero, seja a partir das precipitações pluviométricas, da transferência de outros aqüíferos ou de águas superficiais, e que irá recompor as reservas de águas subterrâneas.
 
 
Recursos Hídricos
 
Quantidade de águas superficiais ou subterrâneas disponíveis para qualquer uso.
 
 
Reuso / reciclagem
 
Práticas de usos sustentáveis destinadas a recuperar qualitativamente as águas servidas, de forma a adequá-las para usos menos nobres.
 
 
Rocha
 
Agregado natural, formado de um ou mais minerais, que constitui parte essencial da crosta terrestre. De acordo com a origem podem ser de natureza magmática, sedimentar ou metamórfica. É nas fraturas das rochas consolidadas que se encontram os depósitos de água subterrânea.
 
 
s
Sedimentação
 
Processo geológico em que se verifica a deposição pela gravidade de sedimentos ou de substâncias que poderão vir a ser mineralizadas. Os depósitos sedimentares podem ser de origem fluvial, marinha, glaciária, eólica ou lacustre.
 
 
Sedimento
 
Termo genérico para qualquer material particulado depositado por um agente natural de transporte, como vento ou água. Alguns sedimentos podem se constituir em boas reservas de água subterrânea.
 
 
Sistema de abastecimento de água
 
Conjunto funcional de obras, instalações, tubulações, equipamentos e acessórios, destinados a produzir e distribuir água em quantidade, qualidade, regularidade e confiabilidade dos serviços.
 
 
Sistema de bombeamento
 
Conjunto de materiais e equipamentos utilizados para retirar água dos poços (bomba, quadro de comando, cabos elétricos, tubos).
 
 
Sondagem elétrica vertical – SEV
 
Método geofísico capaz de avaliar o topo, a espessura e as interseções de unidades geológicas. É utilizado para locação de poços, sobretudo em zonas fraturadas.
 
 
Superfície piezométrica
 
Linha contínua que representa as pressões da água na parte superior dos aqüíferos confinados. Nas regiões onde esta superfície está acima do nível do terreno é onde ocorre o artesianismo natural (poços jorrantes).
 
 
Superfície piezométrica
 
Linha contínua que representa as pressões da água na parte superior dos aqüíferos confinados. Somente nas regiões onde esta superfície está acima do nível do terreno temos artesianismo natural (poços jorrantes).
 
 
Sustentabilidade
 
Este conceito representa promover a exploração de áreas ou o uso de recursos planetários (naturais ou não) de forma a prejudicar o menos possível o equilíbrio entre o meio ambiente, as comunidades humanas e toda a biosfera que dele dependem para existir.
 
 
t
Teste de vazão
 
Avaliação ordenada e temporária da vazão de um poço com a finalidade de determinar a sua vazão ideal de exploração. É regulamentado pelas normas da ABNT: NBR 12.244 e NBR 12.212.
 
 
Tratamento de água
 
Conjunto de ações destinadas a alterar as características físicas, químicas e/ou biológicas da água, de modo a satisfazer aos padrões qualitativos exigidos pelos fins a que ela se destina.
 
 
Turbidez
 
Característica física da água decorrente da presença de substâncias em suspensão, ou seja, de sólidos suspensos finamente divididos ou em estado coloidal, e de organismos microscópicos. Medida da transparência de uma amostra ou corpo de água, em termos da redução de penetração da luz.
 
 
u
Uso sustentado
 
Uso de um bem natural que não provoque a degradação de suas fontes e de suas qualidades, permitindo que as gerações futuras possam também dela dispor para sua sobrevivência.
 
 
Uso sustentável
 
Exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos, mantendo a biodiversidade e os demais atributos ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável (Lei 9.985/2000, art. 2, XI).
 
 
 
v
Vazão
 
É o volume de água produzido por uma fonte em uma unidade de tempo.
 
 
Vazão específica
 
Vazão extraída para cada unidade de rebaixamento do nível de água (m³/h/m). Este valor indica a maior ou menor potencialidade de um poço como produtor de água.
 
 
z
Zona de recarga
 
Área em que ocorre infiltração capaz de alimentar o aqüífero. Em aqüíferos confinados, a zona de recarga é a região onde ele aflora à superfície do terreno, desde que este local esteja com um nível piezométrico mais elevado que a pressão local. Caso a região de afloramento esteja a uma pressão menor, esta região será um desaguadouro, isto é, local onde a água sai da formação aqüífera.

Itapoços

Itapoços fundada em setembro de 1996, pelo José Eustáquio do Nascimento, possui uma completa infra-estrutura técnica, geológica, legislativa e administrativa. 
 
Perfuramos todo tipo de solo na prospecção dos lençóis de água. Pense no tamanho e sua economia e na Comodidade de se ter um poço artesiano na sua propriedade, seja na sua indústria, comércio, fazendas, sítios, chácaras e residências. Com certeza, você sentira rapidamente o retorno do investimento. 
 
Após a execução do poço tubular profundo iniciamos a etapa de teste de vazão, posteriormente instalação definitiva do conjunto de moto bomba submersível apropriado a vazão do poço. Há mais de 18 anos trabalhando por todo o Brasil atendendo a serviços de Perfuração, manutenção de poços artesianos prestação de serviços de instalação, operação e monitoramento de poços, manutenção eletromecânica, montagem e desmontagem de conjuntos de motobombas emersas e submersas, montagem e desmontagem de linhas de adutoras, além de fornecer equipamentos e sistemas para captação e bombeamento de água. 
 
Atuando sempre com equipamentos e pessoal qualificado para realizar suas atividades com segurança e competência. 
 
- WEBER ALVES COELHO
   ENGENHEIRO GEOLOGO E ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO. 
 
- MARCO AURELIO GUERRA MARTINS DA COSTA
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